18/01/2018
Hamlet 2018 Reloaded
“Ser ou não ser, eis a questão.”
Tirei essa frase do contexto que Shakespeare utilizou e me vi usando essa fase dentro do meu próprio contexto sócio-econômico-cultural e fiquei perplexo. Por isso, nada desta reflexão tem a ver com Hamlet (ou tem?). Quanto tempo das nossas vidas passamos tentando equilibrar tudo o que fazemos entre ser ou não ser? Quantas vezes o “não ser” toma a frente?
Não ser quem você é entre seus familiares.
Não ser quem você é entre seus amigos.
Não ser quem você é nas ruas.
Não ser quem você é na sua própria solidão, pois forças “superiores” e “invisíveis” estão vigiando.
É tanto “não ser” que quem quer “ser” acaba enlouquecendo e dizimando tudo ao seu redor (mas agora é vida real ou é Hamlet?).
Quem tenta “ser” ou acabado “sendo”, em outras palavras quem “é” acaba isolado numa concha, numa bolha ou embrulhado com o jornal da década anterior para cair no esquecimento.
Essa grande porção de “não ser” exige, demanda, estipula e impõe que o avesso nunca foi o avesso, mas o lado certo. Avesso é avesso, e o certo e o errado são tão arbitrários, que nem física quântica poderia explicar - e eu na minha ignorância neste universo também não.
Ser ou não ser?
Eis a questão.
Diego - JAN/18
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