Assustou-se com isso, e desesperadamente arrastou-se pela areia, em meio a flores e barquinhos devolvidos por Iemanjá. Prendia a respiração, mas a vida insistia em invadir-lhe a boca e o nariz. Invisivelmente, invadia seu corpo pelos poros da sua pele, sem que pudesse fazer qualquer coisa prá conter a força da vida.
Atirou-se no mar, salgando sua boca na tentativa de mascarar os dissabores da vida. Em meio aos fogos em comemoração ao ano novo, a única passagem que fez foi para junto das flores flutuando pelas águas.
Um comentário:
A vida é essa tormenta que insiste em permanecer e se afluir em todos os espaços. A vida está lá fora e aqui dentro. Eu não sei controlar, mas também não sei como AQUIETAR essa vontade de sentir...
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