Eu sou literalmente herdeiro da escória, da depravação e da imundície. Considere a beleza da sua vida como o pior de mim. Meu melhor não passa de um naco de rancor, humor e desejo.
No seu sopro de vida eu sou a muralha inviolável, o obstáculo que nenhum sopro é capaz de evitar. Sou o derradeiro fim da luz, o convite para a dor, a penitência e a culpa cristã.
O caminho de pregos tetânicos denunciados pelo ferrugem que encontra abrigo nos rasgos da sola do seu pé enamoram-se dos cacos afiados da minha alma despedaçada, do sangue pobre e fétido da minha carne viva.
E aqui estamos, saboreando a acidez de se estar vivo num mundo com humanos. Por que me sinto tão diferente e isolado? O que estou fazendo aqui ocupando o tempo de existir para então desexistir?
Que os vermes rastejantes sob nossa pele infestem nosso desejo de conhecer tudo, até a morte. EgoncentricusSapiens
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