Encheu o copo, esvaziou a garrafa. Descolou-se da realidade para maldize-la: finalmente estava livre
O caminho é a inconsciência desnuda: a verdade está dentro de si. A cirurgia que não tem nome, que recorta as camadas da pele do espírito, tão impossível quanto a possibilidade de nada disso ser real.
Nada disso é real. Seres com cabelos no topo da cabeça, aprisionados às próprias invenções. Uma tendência ao sofrimento pelo medo inconsciente e constante de perder a importância. De perder. De perder o desejo, seja recusando realizá-lo (ah, uma renúncia!), seja evitando reconhecê-lo.
O ser humano torna-se seu algoz, porque o sofrimento é inevitável. Ser ser humano, é ser insatisfeito.
Insatisfeito, eternamente insatisfeito

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