O alento vem lento no vento
É seco, é oco, é frio, é pouco
Não tem saída, nem medida na despedida
Sujo, imundo, impuro, escuro
Sou abjeto, sou a desgraça
Não tem jeito, nem quem faça
A lâmina vem lânguida na garganta
No pulso, corte profundo, fraco punho
Quando a dor é na alma, a rima cessa
E a felicidade desejada não vai dar o que se espera
Nem da vida
Nem da rima
Nem de mim
Fim
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