12/12/2024

F.I.M.

 O alento vem lento no vento

É seco, é oco, é frio, é pouco

Não tem saída, nem medida na despedida 

Sujo, imundo, impuro, escuro 

Sou abjeto, sou a desgraça 

Não tem jeito, nem quem faça 

A lâmina vem lânguida na garganta 

No pulso, corte profundo, fraco punho


Quando a dor é na alma, a rima cessa 

E a felicidade desejada não vai dar o que se espera 

Nem da vida 

Nem da rima 

Nem de mim

Fim  

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